Engraçado como é o ciclo da sociedade. Tantas mesmices, diferenças e figuras de linguagem como pleonasmos, hipérboles e mais ainda, antíteses. Ah, o português serviu pra identificar os casos sociais, que bom. Querendo ou não, 'é dose' admitir que tudo gira ao redor de interesses. Promessas feitas e quebradas, tudo como se nada tivesse acontecido. Muitas vezes parece que os sentimentos ruins querem dominar o mundo. Há tão pouca gente acordada! E a dúvida eterna: Por que tanta hipocrisia, falsidade e mentira? É absurdo como muitos ignoram problemas lastimáveis. E ainda existe a tal da maledicência, mais uma pra contaminar tudo e ser a gota d´água que esborra o copo e leva direto pro esgoto. Sim, esgoto mesmo, pois isso fede e soa ruim.
Maria era daqueles meninas diferentes do comum, sentia mais as dores que a maioria. Disseram que ela tinha depressão. Quando mais nova, determinou que desistiu das coisas. Simplesmente desistiu. DE SIS TIU. Jogou tudo pro alto e disse que não era por covardia sua, mas por essa decisão estar além de suas forças. " Não quero mais sobreviver. Quero viver. Isso tudo deveria ter um ponto final, mas são sempre vírgulas e quando muito, alguns parágrafos." Pra Maria tudo era mais complicado mesmo, ou ela era doente da cuca ou o mundo era doente pra ela. Com certeza, das duas uma. E assim cada qual enxerga conforme quer e pode. Maria não era entendida por sua família, que cada vez mais se distanciava dela. E assim ela tentou e tentou e não foi fácil. E assim achou que tinha chegado o momento: tomou vários comprimidos, todos tarja-pretas e 'apagou'. Pro seu azar ou não, encontraram-na a tempo. Lavagem no hospital. E essa coisa toda se repetiu outras vezes. Ela tentou de outras formas mais brutas. Por fim, sua família a internou numa clínica. Maria começou a ter medo de ser louca. Isso a amedrontava severamente. Pois, apesar de tudo, ela tinha o pensamento crítico 'em forma'.
E um segundo ciclo de vida sucedeu na vida de Maria Maria. Isso mesmo, ela se chamava Maria Maria, esqueci de mencionar. Interna nessa clínica, conheceu várias figuras ímpares de vida. Pessoas especiais mas que não tavam nada bem. E ali, apesar do medo da loucura, Maria enxergou o mundo de outra forma. E que privilegiada ela se sentiu por viver experiências tão diferentes, apesar de doloridas. Maria tinha histórias 'pra dedeu'. Tempos depois, meses após ter saído da internação, de ter desistido da idéia de morrer, descobriu o equilíbrio. O equilíbrio, ele mesmo, uma coisa tão ínfima, delicada, mas que pode pender qualquer um tanto pro seu apogeu como pra sua desgraça.
Maria mudou de casa, mudou de vida. Pouca gente sabe o que sucedeu com ela. Ela prefere guardar esses mistérios dentro de si ou compartilhar com as pessoas mais especiais de sua vida. Numa de suas leituras, ela viu uma frase, grifou e abriu um grande sorriso. Tinha assim: "A atitude mais corajosa de minha vida foi decidir que queria viver, quando na realidade, queria morrer."

Gostei do texto, me fez pensar um bocado...
ResponderExcluirAcho o suicídio, por não ver sentido na vida, ou por sentir as mazelas do mundo, algo.. sem sentido (mas defendo a eutanásia).
Gosto da visão da vida de um ateu: a vida é algo único e sem sentido. Construa então, um significado pra isto.
Não haverá antes, não haverá depois, só existe esse momento, e vc é 1 em 100 bilhões (até hj). Então, dê o sentido que você quer.. e.. se o mundo parece ruim, faça da sua meta alterar este mundo, pode ser por passos pequenos. E aproveite também enquanto faz isto.
Rs. Espero que Maria tenha descoberto isto.. Não é apenas uma questão de que "há gente q está pior". É uma questão de saber que coisas ruins e boas acontecem. E de saber q essas pessoas.. tem tmb lembranças boas.
A vida é uma viagem. Sem origem, sem destino. Curta o caminho. ;)