Eu sempre escrevi muito, mas sempre guardei meus escritos a sete chaves. Tenho cadernos e 'tentativas de livros' escritos em vão, escondidos no fundo do guarda roupa para não serem lidos por uma pessoa não autorizada.
Dia desses, em uma de minhas nostalgias, lembrei de minha vó e me dei conta que não sei nada de suas aventuras de vida, ou ainda, que sei muito pouco. Perguntei à minha mãe se ela tinha algo escrito de vovó e só temos aquelas histórias já quase esquecidas pela família, que o tempo vai apagando... Pensei no quanto isso é triste e me lembrei dos meus escritos. Sim, porque ao menos se algum bisneto meu um dia tiver curiosidade de saber algo de minha vida, ou sobre o que pensei...ah, alguma coisa ele vai saber. Mesmo que não goste, não ficará um vazio.
Assim, quero guardar aqui um pouco de mim e muitas vezes um pouco dos pensamentos perdidos e soltos, dos delírios que temos direito a ter e que cada vez menos temos coragem de expor. Histórias de vivências e estórias encantadas e fantasiosas...
Desde pequena que me habituei a escrever nos momentos tristes e assim, dessa forma simples e clara, meus escritos ficam num vai e vem inconstante conforme a tristeza me possui ou se aproxima.

adorei seu blog, tarys, vou segui-lo
ResponderExcluirtambém já me peguei pensando que não sei muito das aventuras da vida da minha avó, dá uma tristeza, né?
bjos